Embaixada da República de Moçambique - Guebuza na 14ª Cimeira da UA
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Guebuza na 14ª Cimeira da UA Imprimir E-mail

O Presidente da República, Armando Guebuza, é esperado hoje na capital etíope, Addis-Abeba, onde vai participar, a partir de amanhã, na 14ª Cimeira da União Africana, que vai decorrer sob o lema “Tecnologias de Informação e Comunicação em Africa: Desafios e Perspectivas para Desenvolvimento”, um encontro que deverá adoptar uma declaração sobre a matéria, na qual os estados membros se vão comprometer a acelerar os passos para pôr as tecnologias de informação e comunicação ao serviço do desenvolvimento dos respectivos povos.

 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, já se encontram na capital etíope e já tomaram parte de encontros de reflexão sobre a matéria, que representa um grande desafio para os países africanos, cujo continente é ainda bastante carente de infra-estruturas necessárias para a disseminação destas tecnologias, fundamentais para que África continue a fazer parte do processo de desenvolvimento em curso no mundo, nesta era da sociedade de informação.

 

Pela importância que o continente atribui a estas tecnologias para o seu desenvolvimento, o primeiro dia da cimeira, domingo, será exclusivamente dedicado a este assunto, devendo no fim da cimeira, na quarta-feira, os líderes africanos adoptarem uma declaração sobre o tema.

 

Cientes de que não se pode perspectivar o desenvolvimento sem estabilidade, a liderança africana vai passar em revista a situação política no continente, com enfoque para alguns casos de crises, factores inibidores de investimentos nacionais e estrangeiros. São os casos do Sudão, Guiné-Conacry e Níger.

 

A cimeira vai também apreciar o relatório dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre Madagáscar, Zimbabwe, Lesotho e RDCongo. Os líderes da região da África Austral poderão recomendar aos restantes homólogos para manter a suspensão de Madagáscar de todas as instituições da União Africana, na sequência da decisão unilateral das autoridades deste país insular de abandonarem os acordos assinados em Agosto do ano passado em Maputo, sob mediação de uma equipa internacional, coordenada pelo antigo presidente Joaquim Chissano.

 

A cimeira será igualmente marcada pelo lançamento formal do ano africano de paz, uma decisão tomada pelos chefes de Estado e de Governo no ano passado, para além da nomeação de 15 novos membros do Conselho de Paz e Segurança da UA, uma estrutura responsável pela promoção da paz e estabilidade no continente.

 

Pouco ou quase nada se fala sobre as discussões à volta do Governo de União Africana, uma matéria que ainda divide a liderança continental, colocando por um lado os gradualistas e, por outro, os imediatistas, estes últimos liderados pelo presidente líbio, Mouammar Kadhafi.

 

A cimeira deverá eleger um novo presidente em exercício da União Africana. A presidência rotativa da organização, neste momento detida por Kadhafi, deverá sair da SADC, bloco regional que tem como candidato o Malawi. No entanto, Mouammar Kadhafi lançou em finais do ano passado, uma intensa actividade diplomática para convencer aos seus homólogos da UA no sentido de o concederem mais um mandato para tentar consolidar a sua intenção de criar um governo africano a curto prazo.

 

J.Notícias

 
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