Embaixada da República de Moçambique - Na região de Moatize, em Tete: “Vale” anuncia projectos de 170 milhões de dólares
Início
Na região de Moatize, em Tete: “Vale” anuncia projectos de 170 milhões de dólares Imprimir E-mail

ImageA COMPANHIA brasileira “Vale” projecta investir 170 milhões de dólares norte-americanos em iniciativas nas áreas da saúde, educação, actividades produtivas, cultura, lazer e infra-estruturas, no quadro da implementação do projecto de exploração de carvão mineral em Moatize, na província de Tete. O facto foi comunicado ontem ao Presidente da República, Armando Guebuza, quando escalou um Parque Zoobotânico financiado pela empresa, no último dia da sua visita de trabalho à República Federativa do Brasil.

 

Dados oficiais indicam que até ao momento, a Vale já investiu um total de sete milhões de dólares em projectos sociais, com destaque para a reabilitação do Hospital provincial de Tete, do Centro de Saúde de Moatize, a reforma do Instituto Médio de Geologia e Minas de Moatize, bem como em outros empreendimentos de natureza socioeconómica.

 

Paralelamente, aquela companhia mineira já investiu na formação de moçambicanos em matérias como moda e confecções, carpintaria, construção civil e electricidade. Outros projectos deverão ser concluídos até 2011.

 

Armando Guebuza foi a Carajás para se inteirar do modo como a companhia Vale procede à exploração do minério de ferro naquela que é considerada a maior mina de céu aberto do mundo, cuja produção anual estimada em mais de 13 milhões de toneladas é colocada em vários mercados internacionais, com destaque para os Estados Unidos da América e China.

 

Numa medida que visa assegurar disponibilidade de recursos humanos qualificados nas suas operações em Moatize, aquela companhia projecta intensificar acções de formação profissional naquela região do país, estando previsto o treinamento de um total de 500 técnicos em diversas áreas, no período até finais de 2010. Este processo vai cobrir áreas mineira, electricidade, mecânica industrial e soldadura.

 

Tanto a mina, como o projecto de biodiversidade visitados por Armando Guebuza são dos mais empreendimentos levados a cabo pela Vale, que apenas na componente mineira emprega directamente cerca de 4.500 trabalhadores, além de outros 5.500 que trabalham para outras empresas que prestam serviços não directamente ligados à extracção e processamento de minerais.

 

Armando Guebuza chegou a Carajás a meio da manhã de ontem ido da capital brasileira, no quadro da sua visita de trabalho de cinco dias que desde domingo vinha efectuando ao Brasil, à frente de uma delegação que integra os Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, da Indústria e Comércio, António Fernando, e dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula.

 

Além da visita à principal zona de extracção mineira onde recebeu explicações detalhadas sobre o seu funcionamento, Armando Guebuza esteve igualmente na zona onde o minério é processado e tratado, bem como no centro de informática onde se processa todo o controlo das operações de extracção e tratamento.

 

A mina visitada pelo Chefe do Estado moçambicano foi descoberta em 1967, mas somente em 1985 é que a Vale começou a sua exploração até aos dias de hoje, estimando-se que as suas reservas durem por mais de 100 anos. A região de Carajás, localizada na província de Pará, é considerada das mais abençoadas por dispor de um potencial mineiro que inclui, além do ferro, o cobre, magnésio e níquel. Até esta altura, apenas o níquel ainda não é explorado pela Vale, estando o seu início previsto para os próximos anos.  

 

Fonte: JNotícias

 
< Anterior   Próximo >